terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tá na hora de curar este pânico!

É, não adianta, tá na hora de tratar... Eu sei, todo mundo tem medos, mas a gente não pode quase enfartar e morrer toda vez que entra em contato com o objeto do nosso medo, pode? Então tá decidido: Terapia DJÁ! Maaaaasssss, enquanto eu ainda estou pesquisando profissionais da área, vocês, meus queridos, foram eleitos meus terapeutas...

Acontece que eu já falei por aqui inúmeras vezes da minha fobia de barata (como é difícil citar esta palavra, mesmo que só digitando). E já comentei também que elas não são insetos, e sim monstros do mal que planejam dominar a terra. Acontece que recentemente eu descobri que eu estive enganada esse tempo todo, elas não são tão ambiciosas. Tudo o que elas querem é me destruir, acabar comigo. Sim, senhoras e senhores, é pessoal. E embora eu agora seja capaz de fazer piada sobre o assunto, meus dois últimos contatos com este bicho não foram nada engraçados.

O primeiro episódio aconteceu no dia da festa de aniversário da Sandra. Eu cheguei em casa de madrugada, já quase totalmente sóbria após uma noite de margaritas, e fui direto pro computador. Sim, a não ser que eu esteja no extremo da podridão e do cansaço, eu ligo o computador quando chego em casa não importa a hora. Enfim, eu sentei na escrivaninha, liguei o micro, apoiei o cotovelo direito ao lado do teclado e apoiei minha cabeça. Enquanto o windows iniciava, meus olhos vagavam pelos arredores daquele pequeno espaço onde eu me encontrava. Foi quando eu a vi, em cima de uma pilha de livros que se encontrava ao lado do monitor, a uns cinco centímetros do meu rosto, o mais perto que eu já havia estado de uma, até então. Isso mesmo, até então. Aguardem as cenas posteriores deste mesmo capítulo. Dei um pulo, saí correndo quarto afora e, com 30 anos na cara, entrei chorando no quarto da minha mãe, numa crise de pânico desesperadora. Ela matou o monstro, me acalmou, mas quem disse que eu fui capaz de dormir depois disso?

O segundo episódio aconteceu na última segunda-feira. Eu cheguei no trabalho atrasada, larguei minha bolsa, fui passar um café, que é a primeira coisa que eu faço. Enquanto o café passava eu sentei na MINHA cadeira - Eu tenho um cantinho e uma cadeira que são meus. Eram, pelo menos - e comecei o processo de paramentação. Tirei o jaleco que estava pendurado atrás de mim e comecei a pôr as mangas... Quando eu ouvi um barulhinho e senti um troço cascudo bater na minha orelha esquerda e sair voando. Na hora eu só levei um susto, pois na fração de segundos que se passou até ela pousar de seu breve voo na parede a minha frente, eu imaginei que pudesse ser qualquer outro bicho que voa, até uma mariposa. Como se mariposa tivesse casco. Mas na hora a gente não raciocina. De qualquer forma, isso se passou em uma fração de segundos, mas assim que eu a vi, assim que eu me dei conta DO QUE tinha acabando de encostar em mim, tive uma crise ainda pior do que a primeira. Saí da sala aos berros e aos prantos. Minha chefe e meus colegas vieram correndo, achando que eu tinha recebido alguma notícia trágica de morte, ou algo parecido. Ainda bem que a dita não fugiu e eles conseguiram matá-la, senão eu ia embora pra casa, juro por Deus que não entrava mais ali...

O pior depois é a paranoia. Qualquer coisinha que encostasse em mim, um ventinho que fosse, eu já dava um pulo. A sensação é horrível. A gente fica num estado de eterno alerta. Ainda não consegui fazer as pazes com o meu cantinho, com a minha cadeira, e decidi que daqui pra frente meu jaleco vai e volta comigo todos os dias, dentro da bolsa. E nunca mais, mas NUNCA MAIS MESMO eu visto alguma coisa sem sacudir primeiro.

Este momento em que escrevo tudo isso está sendo muito difícil. Eu não paro de olhar pros lados, pra cima, pra baixo, em busca de alguma coisa. E vejo um reflexo qualquer, já levo um susto.

Dá pra entender o porquê da necessidade de terapia? Quer dizer, não é cobra, que só tem no meio do mato, é barata, que está em todos os lugares, principalmente nesta época (mais um motivo pelo qual eu odeio verão). Eu tenho que aprender a lidar com a presença delas, senão um dia desses eu infarto e morro mesmo. E também, eu tenho a esperança de que se um dia eu não tiver mais medo delas, elas param de me atacar. Porque ninguém no mundo me tira da cabeça a ideia de que estes bichos sentem o cheiro do medo. Com tantos cômodos no meu apartamento, por que é que ela tinha que ir se enfiar no meu quarto? E com tantos jalecos pendurados naquela farmácia, por que cargas d'água ela tinha que ir se aboletar justo no meu? Eu insisto: É-PES-SO-AL!

6 Comments:

Cecilia sfalsin said...

Amiga bom dia,
Já que abriu este momento de desabafo dos medos relatarei a minha experiência com ratos, rsr, eu tinha pavor , aliás tinha ou tenho? ahhh, sei lá, mas uma coisa é certa , esta semana tive um encontro inesperado, fui ao terraço a noite pegar uma peça de roupa no varal e me deparei com um, como não tinha ninguém em minha casa de nada adiantaria gritar por socorro então dei o primeiro passo para uma corrida atlética mas acredita que quando ele me viu saiu correndo desesperadamente? Foi ai que percebi que eu é que sou perigosa, ousada, forte e eles morrem de medo de mim...rsrsrs...

Beijossss

Bia Hain said...

Olha, não que eu esteja desrespeitando seu sentimento, mas dei algumas risadas lendo o texto. Não gosto de baratas, mas sei usar um bom chinelo ou um spray inseticida com precisão. Mas que depois temos a sensação de que ela ainda está lá, implacável, nos observando, como um fantasma malvado, isso é verdade. espero que consiga superar seus medos! Um abraço!

Link Promoção said...

Só te digo uma coisa: Não é pessoal, não!!! :)

Mary Miranda said...

Fobia é horrível, Lari!...

Vai aí um conforto : não é pessoal!
Se você morasse aqui em casa alguns anos atrás, ou você infartaria ou ficaria curada de vez...
Nossa casa era empestiada de baratas por causa da umidade excessiva do local; rigorosamente TODAS AS CASAS passaram ( ou passam) por esse tormento.
Elas ficavam em reboco, armário, etc., escondidas, e "atacavam" à noite, em grupo de 20 ou mais!!!!
Chegamos a ter estoque de pesticida que, de roldão, levavam os mosquitos também...
O que melhorou um bocado foi o reforço cerâmico que pusemos em certos cômodos, mas elas ainda aparecem, em número bemmmmmmmmmmm reduzido, é claro...
Não tenho medo, só nojo, ainda mais que elas já nos fizeram passar vergonha porque há pessoas que assimilam baratas com sujeira (acham que o dono da casa é porco), o que é uma grande bobagem já que barata se amarra em umidade, isso sim!
Ela fica atrás de comida em nossas casas, e à noite, por ser esperta, imagina que a maioria das pessoas esteja dormindo, por isso seu hábito noturno!...
Uma dica para eliminar a fobia é você se sentir segura, isto é, se cerce de bons inseticidas (a gente se sente uma heroína quando as elimina com o frasco na mão! rs), e vá testando sua capacidade de aproximação toda vez que vê uma. (Não saia correndo sempre, a olhe e diga a si mesma: "Esse inseto abominável não é mais poderoso que eu!", ainda que a distância, no início, seja de número inestimável! rs)
Bem, a princípio é isso... No entanto, procure um profissional logo quando possível, porque não é mole lidarmos com o medo!!!!

Beijos, amiga!!!!

Mary:)

O Cercadinho said...

Oi, tudo bom?
Bem legal teu blog. Layout bem clean, textos/fotos bem objetivos. Gostei. E vou recomendar pras minhas amigas de Cercadinho, ok? Pra que elas venham aqui visitar teu blog.
Não sabe o que é O Cercadinho?
Nos visita lá então. Acho que pode rolar uma interação bem legal.
www.o-cercadinho.blogspot.com
Beijos,
Wanderlei

Rafaela Marinho said...

Olá!
Retribuindo sua visita lá no blog, me deparei com esse texto. Para alguns pode até parecer engraçado, mas eu sou totalmente solidária a vc, pois sei exatamente o que é isso. Não é frescura, medinho de mulherzinha não, é pavor, pânico mesmo. É ficar branca, tremer dos pés à cabeça diante da aparição de um desses monstros. É não conseguir dormir, mesmo sabendo que o monstro já está morto e foi jogado descarga abaixo (eu me levanto e vou ver 500 vezes se a tampa do vazo está mesmo para baixo, só para o caso de ela sair nadando e tentar voltar para me aterrorizar).
Amiga, vc não está só, tenha em mim uma aliada contra esses seres nojentos. E pode me incluir nas suas sessões de terapia, pq eu tb preciso!!
Seguindo seu blog a partir de hj.
Bjs

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