sexta-feira, 22 de abril de 2016

Como lidar com o vazio, esse espaço escuro, deixado dentro de mim pela tua falta?

Como lidar com a dor da tua ausência quando tua presença é mera ilusão?

Como lidar com a realidade daquilo que não existe?

Como lidar com este frio insuportável que corta a carne e os ossos de alguém que repudia o calor?

O que fazer com as horas que não passam, com a concentração que não chega, com o sentido que se perde?

Como lidar com a distância apesar da distância?

Como lidar com a angústia de não ter... não saber... não sentir?

Como lidar com um amor que, mesmo sem ser amor, ainda é amor?

domingo, 3 de abril de 2016

Quem sou eu?

Por que você mudou tanto? - questionaram-me certa vez. Claro que que a pergunta referia-se a uma mudança específica, mas a verdade é que, de uns tempos pra cá, eu não só mudei como venho mudando muito em vários aspectos da minha vida. Mudar é bom. Mudar é necessário. Mudar demonstra inteligência, maturidade e autoconhecimento. Não se enganem, não é fácil. Mudar requer coragem, necessita de força. É preciso deixar de lado o ego, a arrogância e todas as certezas acumuladas durante a vida. Mas mais do que tudo é preciso vontade, MUITA vontade de ser diferente. É preciso uma insatisfação muito grande, é necessário sentir incômodo em ser o que se é. Portanto, respondendo à pergunta do meu interlocutor, mudei porque, após passar anos sem me olhar profundamente, encarei minha imagem no espelho e foi como Dorian Grey avistando a deformação em seu retrato pela primeira vez. Não apenas não gostei nada do que eu vi como senti medo. Tive medo da minha própria imagem. A partir daí apenas duas alternativas se fizeram possíveis: nunca mais me olhar no espelho novamente ou modificar a imagem nele refletida. Optei pela segunda.